Curiosidades sobre São Paulo por quem já está por aqui há algum tempo

Para conhecer mesmo São Paulo, suas peculiaridades, os melhores lugares nada melhor do que conversar com um paulistano. O olhar apaixonado de quem não troca essa louca e acolhedora cidade por nada,

Professora de artes aposentada, aos 70 anos, Elisabeth Lehmann Baracui, define a sua relação com a cidade de São Paulo assim: “Relação de amor. E um pouquinho de ódio. ”

Morando a vida inteira nessa metrópole, conheceu lugares e experimentou coisas que só quem é “da gema” sabe. Nessa entrevista, iremos saber um pouco mais sobre essa mágica e apaixonante cidade e matar curiosidades com relatos repletos de recordações e saudades.

GS: Qual a sua relação com a cidade de São Paulo?

Elisabeth: Nasci em São Paulo, e fui criada no centro da cidade. Conheci todo o centro, a Avenida São João com seus cinemas (Art Palácio, Marabá Marrocos e tantos outros).

Ia e voltava de bonde para a escola.

Conheci restaurantes, lanchonetes, docerias...Vi o burburinho daquela região. São João com Ipiranga.

Ia com minha mãe ao Mappin (loja de departamentos), à rua Barão de Itapetininga, à rua Direita, e todo o comércio da época.

Comi meu primeiro hambúrguer e minha primeira banana split na loja Clipper (outra loja de departamentos).

Vi a diversidade de pessoas desde muito cedo. Pobres, ricos, estrangeiros de todas as nacionalidades, pessoas do interior de São Paulo e de outros estados, religiões as mais diversas: católicos, umbandistas, judeus, muçulmanos, budistas. Uma riqueza!

Uma cidade de oportunidades também.

Acho a cidade extremamente generosa e receptiva com todos que aqui vêm viver.

A rótulo de que São Paulo é fria e seus habitantes pouco comunicativos, para mim, não bate.

Bem, amo a cidade, principalmente, pela sua generosidade. Sua capacidade de gerar cultura me encanta. Sua capacidade de gerar negócios é incrível. É também uma cidade difícil, violenta, poluída e IMENSA. Trânsito caótico, transporte insuficiente. Barulhenta. As pessoas trabalham muito. Poucos parques para o seu tamanho. Periferia sofrida.

GS: Por que escolheu o bairro Pinheiros para morar?

Elisabeth: Morei depois de casada no Km 21 da Raposo Tavares. Escolhi Pinheiros (depois que meus filhos ficaram adultos) por ser uma continuação natural da Raposo Tavares. Queria ficar num lugar mais prático, onde pudesse ir a pé até a padaria, ao jornaleiro, ao cabeleireiro, ao supermercado. Achei Pinheiros. Pinheiros é assim. Aqui onde moro está sendo chamado de Baixo Pinheiros, está ficando na moda. Muitos bons restaurantes e bares se instalaram por aqui. Por outro lado, ainda existem muitas vilas e casas de moradores bem antigos. Em 10 anos, foram construídos nos arredores cerca de 15 edifícios. Gosto daqui também por ser uma região plana. É ótimo para caminhar, passear com o cachorro e andar de bicicleta.

GS: Como artista plástica, como percebe o bairro que mora?

Elisabeth: É um bairro bem arborizado. É um lugar despretensioso. Isso me encanta.

Aqui tem desde a vendinha (que vende tudo) até o restaurante Più (italiano considerado um dos melhores da cidade).

Tem também a rua Paes Leme, pertinho do Largo de Pinheiros e da Igreja. Podemos comprar material de todo o tipo: ferragens, madeira, couro, espelhos, material para banheiro etc.

Nesta rua também se localiza o SESC Pinheiros. Excelente para lazer, com restaurante bom e barato.

GS: O que tem de curioso no bairro?

Elisabeth: De curioso? Vamos pensar. Tem muitos cachorros. Toda vez que saio com o Caramelo, o meu vira-lata, encontro muitos donos passeando com eles. Descobri um prédio que tem 20 apartamentos e 16 cachorros. Eles destinaram uma área para que eles possam ficar soltos. Acho demais.

GS: Alguma dica do que fazer em Pinheiros?

Elisabeth: O que fazer em Pinheiros de bom, além de morar? Visitar o Instituto Tomie Otake. Sempre boas exposições. Lugar agradável. Com restaurante legal lá dentro. Promove também cursos bacanas ligados a Arte e Educação.

  • Docerias: Dama, Brigadeiro, Bolo à toa, Ofner.
  • Livraria: Fnac, Livraria da Vila.
  • Parque Villa Lobos.
  • Shoppings: Eldorado, Villa Lobos, Iguatemi.
  • Restaurantes: argentino (Cocina), uruguaio, italiano (Piú), árabe, japonês.
  • Hamburgueria: Vinil (uma delícia)
  • Boteco Pirajá.

GS: O que mais recomenda para quem está passando por aí?

Elisabeth: Minha sugestão de roteiro é a seguinte:

  • De manhã ir dar uma caminhada no Parque Villa Lobos, tomar uma água de coco.
  • Almoçar no Vinil.
  • Depois do almoço, ir até o Instituto Tomie Otake. Ver uma exposição e tomar um café.
  • À tardinha tomar um dos melhores chopps de São Paulo no Pirajá. Se for Carnaval, sair no Bloco.

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