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MINIMALISMO: O QUE É E COMO ABRAÇAR ESSA FILOSOFIA?

Minimalismo: O que é e como abraçar essa filosofia?

Uma sala grande, branca. O sol entra, difuso, pela grande janela em fita de vidro. No canto esquerdo, uma bonita poltrona iluminada por uma luminária de chão, de haste fina, moderna. Na parede, talvez um quadro abstrato. Se essa é a imagem ou ideia que veio à sua mente quando leu o título desse artigo, você precisa entender o que é de fato o minimalismo e descobrir como esse conceito pode melhorar a sua qualidade de vida.

O movimento minimalista

O conceito minimalismo teve influências em diversas áreas artísticas, culturais e científicas ao longo do século XX. Sua premissa básica leva em consideração a utilização de poucos elementos fundamentais como base de expressão.

Como movimento artístico, o minimalismo teve seu auge nos anos 60, pelas mãos de artistas influenciados pelo modernismo e pelo construtivismo russo que, em suas obras, buscavam a pureza da forma e abertura para abstrações.     

Figura 1. Wall Drawing #340, de Sol LeWitt, 1980

Na música, o minimalismo foi muito associado a ritmos com marcações repetitivas, baseadas na estaticidade com harmonias longas, quase meditativas ou hipnóticas. Teve sua inspiração nas obras de Erik Satie, precursor do minimalismo musical no século XIX. Alguns dos principais expoentes desse movimento são artistas como Steve Reich e Arvo Part. Dê play abaixo e conheça algumas composições:

Além disso, ele também encontrou sua forma em outras expressões culturais, como o design, a decoração, a literatura e a linguística, mas é no que concerne ao estilo de vida que o termo mais se consolidou.

Figura 2. Basra Gate III, de Frank Stella, 1969

 

Minimalismo como estilo de vida

Dois dos maiores divulgadores do minimalismo como estilo de vida são Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, autores dos livros Love People, Use Things (Ame Pessoas, Use Coisas, em tradução livre) e o best-seller de 2014 Everything That Remains. A Memoir by The Minimalists (lançado em português como Tudo o que importa: Uma vida transformada pelo minimalismo. A definição que deram para minimalismo é de uma praticidade ímpar que reproduzimos aqui:

O minimalismo é uma ferramenta que pode ajudar você a encontrar a liberdade. Liberdade do medo. Liberdade de preocupações. Liberdade de opressão. Liberdade de culpa. Liberdade da depressão. Liberdade das armadilhas da cultura de consumo em torno da qual construímos nossas vidas. Liberdade real.
O minimalismo é uma ferramenta para se livrar dos excessos da vida em favor de se concentrar no que é importante – para que você possa encontrar felicidade, realização e liberdade.

Portanto, é uma forma de viver plenamente com o que é necessário e significativo na vida, opondo-se ao consumo inconsciente que, na visão minimalista, é forçado às pessoas pela propaganda, pela ideia do glamour das vidas de celebridades e pela ânsia de compra de novidades e produtos que, talvez, nunca precisemos ter. 

A filosofia de vida minimalista defende o estabelecimento de prioridades. É sobre reavaliar prioridades para se livrar dos excessos, das posses materiais, de ideias, relacionamentos e atividades, que não agregam valor à vida.

“Legal. Quero ser minimalista!”

Deu para perceber que ser minimalista é muito mais do que se livrar das coisas, não comprar coisas novas e morar em uma casa branca e sem móveis. Afinal, você pode nem gostar de branco na sua parede, não é? Mas é comum, quando se faz uma busca por imagens minimalistas no Google, encontrar imagens como essa:

Isso acontece porque as tendências viram moda e imagens assim podem representar, realmente,  uma casa minimalista. Porém, um design de interiores desse tipo é mais uma consequência de uma vida minimalista do que o minimalismo por si. 

Para chegar nesse estilo de vida é preciso muita determinação e vontade, pois estamos condicionados a uma vida baseada no consumo e na pressa. Porém, os benefícios são enormes: eliminação do descontentamento, recuperação do tempo, descobrir missões e paixões, criar mais e descobrir o propósito na vida. 

Segundo Joshua e Ryan, há algumas regras que ajudam a atingir esse estado de consciência. Uma delas nós vamos deixar aqui, a regra Sem lixo. Ela diz o seguinte:

Tudo o que você possui pode ser alocado em três pilares.

1. coisas essenciais: são as necessidades sem as quais não podemos viver, como comida, abrigo e roupas. Mesmo que as especificidades mudem de pessoa para pessoa, nossas necessidades são universais.
2. coisas não-essenciais: estes são os objetos que queremos em nossas vidas porque agregam valor. Estritamente falando, eu não preciso de um sofá, uma estante ou uma mesa de jantar na minha sala, mas esses itens melhoram, amplificam ou aumentam minha experiência de vida.
3. lixo: estes são os itens que gostamos ou, mais precisamente, pensamos que gostamos, mas eles não servem a um propósito ou não nos trazem alegria. O lar americano médio contém uma superabundância de coisas – centenas de milhares de itens – e a maior parte é lixo. Embora esse lixo muitas vezes se disfarce como indispensável, na verdade atrapalha uma vida que vale a pena ser vivida.

É bem provável que você mentalmente categorizou alguns itens da sua casa. Como foi pensar em se livrar de alguns objetos? Foi difícil? É natural que tenha sido. Objetos, úteis ou inúteis, desejáveis ou não, podem ser carregados de significado. O pensamento minimalista quer que você faça uma análise sobre esses significados para que possa encontrar o verdadeiro valor de cada coisa em sua vida. 

Isso não significa que você precise se desfazer de tudo para ter uma casa com mais espaço. Já falamos sobre o melhor uso do espaço em sua casa no e-book gratuito Como Organizar Sua Casa e Conseguir Mais Espaço, em que  falamos sobre descarte, desapego e organização de ambientes.

Vale a pena dar uma lida, pois pegamos alguns conceitos desse livro para aplicar sobre a regra Sem lixo de Joshua e Ryan. Veja abaixo. 

Facilitando seu caminho para uma vida minimalista: 

Itens essenciais devem ser guardados de forma organizada e próxima, principalmente se você os usa com frequência. Não é preciso ter muitas unidades de cada item essencial. Uma é suficiente.

Itens não-essenciais podem ser categorizados em úteis, decorativos e desnecessários com valor sentimental. Os úteis, você deixa próximos, organizados, apenas uma unidade de cada item. Decorativos, você aplica no design de sua casa, mas seguindo os preceitos estéticos do minimalismo: poucos elementos fundamentais como base de expressão. Já os desnecessários, mas que você não quer descartar, guarde.

Se você não tem espaço para guardar, pode armazená-los com segurança em alguma unidade do Self-Storage de São Paulo, pois os boxes são limpos e seguros.

Lixo: aqui a gente trocaria a palavra lixo por descarte. O que não é necessário, não é essencial e não tem valor sentimental, categorize em doação e, agora sim, lixo. Ao começar o processo de descarte você vai encontrar muitas coisas “perdidas” que podem ir para o Self-Storage por terem valor sentimental e muitos itens que podem servir para outras pessoas.

Lembre-se de separar em recicláveis e não recicláveis. A filosofia minimalista tem um cunho sustentável que devemos cultivar.

Procure ler mais sobre o assunto, busque informação relevante sobre o tema. Agora que você sabe que o minimalismo é mais do que só ter mais espaço em casa, abrem-se oportunidades para um estilo de vida mais pleno e feliz.



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