Vida de advogado: Representante da justiça, da liberdade e da cidadania

Há 17 anos, Cristiane A. Martins de Lima Ferrari, 39 anos, trabalha representando os cidadãos perante a justiça. Escolher a carreira na época, como qualquer outra adolescente, não foi tarefa muito fácil. Na busca de um caminho, fez testes vocacionais e não teve mais dúvida, era no ambiente jurídico que queria trabalhar. Uma profissão que está na família. O pai formou-se em Direito, mas foi para a área de auditor fiscal e não chegou a exercer a profissão, mas o irmão mais velho também decidiu ingressar como advogado.

Casada há oito anos e com um filho de sete, em entrevista para o nosso blog, a advogada, atuante nas áreas tributárias e ambiental, suas grandes paixões, contou pra gente um pouco sobre sua profissão em comemoração ao Dia do Advogado.

GS: Como administrar a vida de esposa e mãe com a carreira?

Cristiane: Como em qualquer outra profissão, infelizmente a sociedade exige muito da mulher como mãe, esposa e profissional. Assim, acredito que as dificuldades diárias sejam as mesmas de qualquer outra profissão. Quando meu filho era menor, optei por ter uma atividade profissional menos intensa, para poder participar mais de seu crescimento. Paulatinamente, fui aumentando o exercício profissional. Moro em São José dos Campos, mas de segunda à quinta-feira, vou e volto de fretado para São Paulo. Devo dizer que é bem difícil e meu filho às vezes reclama da minha ausência, mas no meu caso, tenho um marido bastante participativo que é presente na criação do meu filho, e me auxilia nas tarefas do cotidiano.

GS: Para você, qual o maior desafio na carreira?

Cristiane: Hoje em dia, creio que o maior desafio do profissional do direito é deparar-se com um Estado falido, sem mão de obra suficiente (pelo menos nas minhas áreas de atuação), que muitas vezes não fornece a Justiça frente a demora na prestação de sua função, seja na área administrativa, seja na área jurisdicional.  

GS: Teve alguma situação que fez você repensar a carreira?

Cristiane: Engraçado fazer essa pergunta, porque nunca quis sair do direito, já lecionei, trabalhei como mediadora, mas a advocacia é que o me traz satisfação.

GS: Qual a maior recompensa em termos de realização?

Cristiane: O direito nos traz recompensas diárias, difícil nomear uma delas, mas talvez a mais marcante foi o cumprimento de uma liminar na área da saúde para o transplante de fígado de uma paciente em estado grave. No dia a dia, toda vez que um agravo é provido, uma sentença é provida ou uma liminar é concedida,  nos traz a satisfação. De fato, cada vez que eu vejo a justiça do lado que é correto, justo e ético, vem a certeza de que acertei na escolha.

GS: Qual o papel principal do profissional de Direito?

Cristiane: O Direito nasce das relações interpessoais humanas, que são naturalmente conflituosas. O papel de qualquer profissional da área jurídica, em especial do advogado e auxiliar, é dirimir esses conflitos sociais a fim de trazer uma sensação de pacificação social e justiça.      

GS: Nós sabemos que, na sua profissão, são muitos processos e papéis para analisar, como dar conta do volume de documentos no dia a dia?

Cristiane: Para quem trabalha com a leitura diária, o volume passa a ser rotineiro e eu, pelo menos, nem me dou conta o quanto eu leio (outro dia por conta da dor de cabeça e a necessidade de óculos, passei a me dar conta), fato é que a leitura, como qualquer exercício, se tornou mais rápida e eficaz. No dia a dia, administramos em geral os prazos e metas. Particularmente faço um planejamento com os prazos a serem cumpridos e a ordem de ações a serem propostas. O acompanhamento processual é feito através de sistemas.

GS: Vocês precisam guardar esses processos por muito tempo? Acha importante ter um lugar seguro para armazenar tudo isso?

Cristiane: Via de regra, os documentos devem ser guardados entre cinco e dez anos (dependendo do caso); aos poucos, os Poderes Judiciário e Administrativo estão passando pelo processo digital eletrônico e o processo de papel dá lugar, aos poucos, aos arquivos digitais. Em quaisquer dos casos, a segurança sempre é medida, pois, nos casos tributários, por exemplo, rege o sigilo das informações.  Nesse sentido, para quem detém muitos arquivos de papel, o serviço de self storage pode ser uma alternativa viável.

 

Veja mais: Como armazenar os documentos da sua empresa

 

GS: O que mais a motiva na carreira?

Cristiane: Gosto muito de estudar, sempre gostei (fiz Mestrado e Doutorado, talvez por isso), gosto dos casos que preciso pensar na estratégia de ação e na melhor interpretação das leis, aqueles que saem da normalidade. Aplicar o conhecimento à prática e ver o resultado que se almeja, é o que motiva.

GS: Que recado você poderia deixar nesse Dia do Advogado?

Cristiane: A advocacia passa por um momento de crise ética, tal qual a crise social. Como qualquer profissão há bons e maus profissionais. Como advogada, recomendo às pessoas sempre a escolha de um profissional pautado na qualidade técnica e experiência e não simplesmente no preço. Aos meus colegas de profissão, éticos nas atitudes, atuem naquilo que sabem, não se aventurem sem o conhecimento necessário, sob pena de ceifar de outrem. Por fim, que todos os profissionais (juízes, promotores, advogados) olhem mais às pessoas do caso e não simplesmente aos números que envolvem, de forma a tentar trazer o sentido mais próximo da Justiça às pessoas.

 
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